Mercado

Syngenta aposta em pequenos produtores

Fonte: DCI – Agronegócios – Pág. 11 18/01/2016

Companhia mantém projeto que eleva em até 70% a produtividade de agricultores que cultivam feijão e milho no PR; assistência técnica e extensão rural são levadas a mais de três mil ruralistas

São Paulo – Com 25 anos de história, o projeto da Syngenta Centro-Sul feijão e milho logo pode ganhar um incremento no nome. Isso porque, além de dar suporte a pequenos agricultores de duas das principais culturas do Paraná, o programa já tem os rizicultores do Rio Grande do Sul no radar.

O projeto é fruto de uma parceria entre a companhia, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Especialistas vão a campo e reúnem profissionais da agricultura familiar para transmitirem novas técnicas que garantam melhorias nas lavouras. Com isso, milhocultores avançaram até 50% em produtividade e lavouras de feijão, até 70%.

“O aporte financeiro não é o mais representativo, o importante é a difusão de conteúdo. Os consultores estão espalhados em 61 municípios e ainda temos possibilidade de expandir”, conta o gerente de produtividade sustentável Latam Syngenta, Fabrício Peres. O executivo afirma ao DCI que existe um time de especialistas da companhia que está focado nesses projetos para que os produtores sejam futuros clientes, visto que o escopo de sustentabilidade conta com outros programas específicos.

Os conhecimentos de assistência técnica e extensão rural são transmitidos através de ‘dias de campo’, para que seja atendido um maior volume de pessoas, em propriedades experimentais. “São cursos para manuseio de solo, equipamentos de segurança, descarte de embalagens, controle de doenças, pragas, etc.”, diz.

No Rio Grande do Sul está sendo realizado um projeto similar, com rotação de culturas em lavouras de arroz.

Desenvolvimento social

A doutora de melhoramento do Iapar, Vania Cirino, lembra que o programa teve uma grande contribuição para o desenvolvimento social da região. “A maioria dos produtores vivia em uma miséria muito grande e esse projeto conseguiu tirá-los dessa situação terrível”, enfatiza. “Eu tenho 30 anos de trabalho no Iapar, acompanho os processos há cerca de 20 anos. Foi possível perceber a diferença no decorrer desse tempo”, completa.

O executivo da Syngenta diz que o Paraná foi escolhido por ser responsável por um quarto da produção de feijão e mais de 20% do milho, com o perfil de pequenos produtores.

Segundo a especialista, o instituto participa oferecendo os cultivares de feijão e acompanhando o desempenho do agricultor na lavoura.

“Nós desenvolvemos tecnologia e acompanhamos nos eventos para poder ter esse contato com o produtor. Esse ano foram mais de 1,2 mil produtores”, comenta Vania.

Entre os destaques mais recentes do projeto está a doação de uma plantadeira por parte da Syngenta para melhoria nas condições de plantio das áreas demonstrativas – onde são realizados os dias de campo. Além disso, em parceria com a Emater, está sendo aplicada uma coleta de dados com métricas alinhadas ao plano sustentável do The Good Growth Plan.

Nayara Figueiredo