Pesquisa

Fapesp e Koppert fomentam centro de controle biológico

Fonte: Valor Econômico (22/11/2016) 22/11/2016

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a subsidiária brasileira da multinacional holandesa Koppert assinaram na semana passada um Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica que, na prática, deverá resultar na criação do primeiro centro tecnológico de controle biológico do país.

Conforme informações publicadas no Diário Oficial de São Paulo na sexta-feira, o convênio terá vigência de 120 meses e prevê o desembolso de R$ 2 milhões por ano, divididos em partes iguais. E, até 18 de dezembro, a Fapesp receberá propostas de eventuais interessados em participar do projeto de forma a elevar o valor total do investimento a R$ 40 milhões na próxima década.

De acordo com Gustavo Herrmann, que preside a Koppert no país, a expectativa é que esses “eventuais interessados” sejam universidades com excelência em pesquisas agrícolas. Assim, boa parte dos R$ 20 milhões adicionais previstos poderão vir na forma de utilização de instalações existentes e remuneração de pesquisadores envolvidos.

Mas, segundo o executivo, é provável que o projeto resulte também na instalação de um novo laboratório para concentrar as pesquisas em busca de novas soluções de controle biológico das lavouras e mesmo na aquisição de uma área agrícola de testes. Hoffmann também esclarece que mais de um interessado poderão vir a participar do acordo.

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Gustavo Hermann – Presidente da Koppert no Brasil

“Com outros interessados, os aportes poderão vir a ser maiores que os inicialmente previstos, sempre na proporção de ‘R$ 1 milhão + R$ 1 milhão + R$ 2 milhões’. De qualquer forma, será um grande estímulo ao desenvolvimento do segmento de controle biológico no país”, afirma ele. O uso de insetos, fungos ou bactérias ainda representa menos de 1% da da proteção de cultivos no mundo, mas o mercado é crescente, inclusive no Brasil.

 

 

Prova disso é a própria Koppert, cujas vendas no país mais que dobraram de 2013 para 2015, quando somaram R$ 37,3 milhões. Em 2016, afirma Hoffmann, a expectativa é chegar a R$ 50 milhões. A empresa montou sua filial brasileira em 2011, em Piracicaba, no interior paulista.

Atualmente, a Koppert conta com oito produtos registrados no país e uma carteira que inclui entre 800 e mil clientes ativos, entre revendas e produtores rurais. De acordo com seu presidente, a companhia tem no momento cerca de 25 bioinseticidas à espera de registro no Ministério da Agricultura. “Temos muita coisa no forno em pesquisa e desenvolvimento no país”, afirma.

Por | Fernando Lopes – São Paulo