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O controle biológico no Brasil traz mais sustentabilidade na produção de alimentos

12/09/2019

controle biológico no brasilO controle biológico no Brasil tem sido incentivado através de pesquisadores de instituições públicas e privadas.  Estão sendo desenvolvidas novas tecnologias para potencialização do uso de organismos ou de substâncias de ocorrência natural para prevenir, reduzir ou erradicar a infestação de pragas e doenças nas lavouras.

O crescimento do controle biológico no Brasil

O impacto do crescimento populacional ao meio ambiente gera conscientização da sociedade que cada vez mais, busca por alternativas que causem menor impacto ambiental. A produção de alimentos por meio do controle biológico no Brasil atende a esse anseio da população. Com isso, o desenvolvimento de produtos biológicos de controle aumentou.

Em 2018, foram aprovados no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) cinquenta e dois produtos biológicos de controle que, somado aos outros produtos, movimentou R$ 464,5 milhões, um crescimento de 77% em relação ao ano anterior. Reflexo de uma agricultura que sabe agregar novas tecnologias que continuam entregando aumento de produtividade e incorporando mais sustentabilidade.


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A estimativa é de que o mercado de controle biológico no Brasil, cresça em ritmo acelerado, 25% ao ano, ultrapassando a expectativa de 17% para o mercado global. Além disso, o crescimento com o faturamento dos produtos biológicos de controle, que deve alcançar mais de US$5 bilhões nos próximos anos é um incentivo para maiores investimentos no desenvolvimento de tecnologias para essa estratégia agrícola.

Controle biológico no Brasil é parte integral do MIP

O controle biológico no Brasil assume importância cada vez maior na agricultura, principalmente por ser uma estratégia indispensável em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Essa prática, que é preventiva, tem sido incentivada dentro da produção agrícola pois ajuda na preservação de tecnologias, do meio ambiente e auxilia diversos agricultores a superar os desafios de se produzir em um país tropical.

Dentro do MIP, o controle biológico combina as práticas culturais e químicas com os produtos biológicos de controle, essa estratégia traz benefícios como:

  • Redução na aplicação de defensivo químicos;
  • Redução no desenvolvimento de pragas e doenças resistentes a outras tecnologias;
  • Preservação de inimigos naturais das pragas;
  • Manutenção da biodiversidade do agroecossistema;
  • Aumento de produtividade.

Os produtos biológicos de controle eliminam a praga alvo sem agredir o meio ambiente, permitindo a manutenção de insetos benéficos a lavoura (inimigos naturais), diminuindo a dependência de aplicações constantes de agroquímicos.

Diferentemente dos defensivos químicos, a maioria dos produtos biológicos que fazem parte da estratégia de controle biológico no Brasil não deixa resíduos, atendendo às exigências dos mercados consumidores globais em relação aos resíduos nos alimentos.

Controle biológico no Brasil é diferenciado

O clima tropical do Brasil favorece a biodiversidade e permite a produção de uma grande variedade de culturas, entretanto contribui para o aparecimento de pragas e doenças só encontradas em uma agricultura tropical. O controle biológico entra nesse sistema como uma variável que intervém, a serviço da produtividade e manutenção dessa biodiversidade.

O controle biológico no Brasil é muito utilizado em culturas de vegetais, legumes e frutas, no entanto, essa estratégia ganha destaque em grandes lavouras como soja, milho e cana-de-açúcar onde já ocupa mais de 10 milhões de hectares.

Diferentemente do que ocorre com o controle biológico em países de clima temperado, como a Europa, em que essa estratégia é mais utilizada em ambientes fechados e para a produção de hortifruti.

Apesar do controle químico ainda ser indispensável para uma agricultura em larga escala, o controle biológico no Brasil tem expandido as opções de produtos utilizados no controle de pragas e doenças.

A escolha adequada das tecnologias disponíveis, o uso consciente e as práticas culturais como plantio direto, realizados pelos produtores, permitem o maior equilíbrio dos agentes biológicos e, consequentemente, trazem mais sustentabilidade para os sistemas produtivos.